
ITABIRITO, MG – Quem passou pela Praça Dr. Guilherme nos últimos dias deparou-se com o cenário de um grave acidente automobilístico. Um veículo severamente danificado ocupava o meio da via com um manequim simulando uma vítima presa às ferragens.
A intervenção, que assustou pedestres e motoristas pela riqueza de detalhes, tratou-se de uma campanha de conscientização promovida pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Itabirito, por meio do Centro de Inteligência e Segurança Integrada (Cinsed).
O objetivo da ação foi gerar impacto visual imediato para chamar a atenção da comunidade para a segurança viária. De acordo com os organizadores, a simulação buscou materializar as consequências de imprudências diárias, servindo como alerta para os riscos reais do trânsito urbano.
Foco nas principais infrações e estatísticas:
A GCM aproveitou a mobilização para alertar sobre os dois principais fatores de risco que lideram as estatísticas de lesões graves e mortes nas vias brasileiras:
Ausência do cinto de segurança: O dispositivo de retenção é o principal equipamento para evitar projeções em caso de colisão. A falta do uso, especialmente no banco traseiro, faz com que os ocupantes sejam arremessados contra as estruturas internas do carro ou para fora do veículo.
Alcoolemia ao volante:A condução sob o efeito de álcool reduz os reflexos, a coordenação motora e a capacidade de julgamento do motorista, elevando o risco de acidentes envolvendo condutores e pedestres.Conscientização e preservação de vidas
A comandante da Guarda Civil Municipal, Graciane Regina da Veiga, explicou que a estratégia visual visa romper o distanciamento que a população costuma ter em relação aos acidentes:O impacto gerado pela encenação é necessário para furar a bolha da indiferença. Muitas vezes, as pessoas pensam que os acidentes só acontecem com os outros. Ver a cena ali, no centro da nossa cidade, faz o cidadão parar, pensar e, idealmente, mudar de atitude antes de ligar a chave do carro.”
A corporação reforçou que o respeito às leis de trânsito deve ser motivado pela preservação da vida, e não pelo temor a sanções financeiras. Segundo a GCM, campanhas educativas desse formato continuarão sendo integradas às ações rotineiras de fiscalização e monitoramento do município.



